"NÓS SOMOS OS MALES DA NOSSA VILA": SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA COM 'MALES DE ANTO'!
PRIMEIRA PARTE (clique no link)
5. Rapaziada, retomando o "bate-papo", percebi que a lista de influências da banda é consideravelmente "extensa", desde bandas menos conhecidas a bandas mais conhecidas. Me digam, o que pensam, enquanto banda de rock, de toda essa discussão em torno do “mainstream” e “underground”? A banda vê uma polarização entre tais categorias? Se sim, o que a banda pensa de possivelmente algum dia chegar no mainstream ou permanecer no “underground”?
Caio B.: Particularmente não vejo polarização entre o mainstream e o underground. Existem outros termos como indie, alternativo, pop, etc. Há, no meu ver, uma espécie de gradação entre o preto e branco variações de temas (raiva, obscurantismo, romantismo, dor, etc) e acho que a Males de Anto está numa zona cinza dessa gradação . Acho até interessante bandas com letras confusas e sangrentas. Essas bandas têm um público muito fiel e isso é muito bacana, mas essa não é nossa praia. O importante é as bandas serem sinceras e terem alma, não se perderem no tecnicismo puro. Acho que a Males está amadurecendo e temos talvez uma chance de flertar o mainstream sem nenhum constrangimento ou sentimento de culpa, mas para mim isso não é meta e sim uma possibilidade. De qualquer forma eu sempre me vejo lidando com música, nem que for para fazer um CD sozinho como o álbum “La Belle Epoque” da exmachinna [pdk] (http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/exmachinna/)
Chinho: Eu acho meio complicado esse lance porque, por exemplo, a Pitty ficou muito pop depois de tornou-se mainstream. As pessoas que acompanhavam o trabalho dela certamente ficaram decepcionadas. Eu gostaria de chegar ao mainstream mas sem “mudar de cara” só para atender as exigências de gravadoras e produtoras.
Orlando Belleza: Estudo e pesquiso sobre música, teoria musical em várias vertentes musicais e gostaria de ter a oportunidade de ser reconhecido pelo meu trabalho, por isso gostaria de estar no mainstream.
6. Aproveitando a deixa da questão anterior, como visualizam essa polarização mainstream/underground na “baixada cuiabana”? Em qual categoria se encaixariam os “diferentes agentes” culturais do rock – coletivos, cooperativas, empresas, mídia - na leitura do Males de Anto?
Caio B.: Infelizmente não posso falar muito sobre esse assunto, pois estamos entrando agora na cena. A cena tem boas bandas, tanto as underground quanto as mais candidatas “mainstream”. Só me preocupa a sustentabilidade real dessas bandas. Pois tocar somente para músicos ou para pessoas que não curtem o tipo de som que a banda faz, não rola. Os agentes culturais, coletivos, etc tem que levar em conta isso. É importante. A gente está com a OCT pela acessibilidade e franqueza em relação á cena de Rock em Cuiabá, pois a Males não quer ficar tocando uma ou outra vez ou sob condições de restrição em relação a alguns lugares para tocarmos. A gente acredita que a OCT tem um bom cast de bandas e uma proposta interessante para o fortalecimento da cena. A gente só não se associa a OCT pelo fato de sermos de outra cidade e não correspondermos quando precisarem da gente. Esse negócio de “estourar“, ser a banda da vez essas coisas não nos iludem, vamos fazer o nosso som, nossa arte, sermos felizes tanto no barzinho quanto no palcão!
Chinho: Pelo que já vi e participei da cena, tocando na Contra Ação, minha opinião é que a cena cuiabana de rock é bem diversificada, com bandas boas, mas poucos espaços para tocar.
7. E o que o Males de Anto planeja para 2009? A médio e longo prazo, poderiam nos falar objetivamente quais os planos da banda?
Caio B.: A gente começou o projeto em meados de maio deste a no e já conseguimos gravar um EP Demo razoável e nosso objetivo principal é divulgar nosso Ep tocando em lugares possíveis e impossíveis. E já conversamos na possibilidade de gravarmos um single e um Democlip da Música “Reminiscências de um Lobo Prematuro” em setembro e Outubro e aproveitarmos a férias escolares e gravarmos o nosso primeiro CD com 11 a 14 faixas . Ouvimos uma gravação da gente ao vivo com o Igor Cavalieri e gostamos, por isso pensamos em gravar com ele. Tudo depende do amadurecimento de nosso som e de captação de recursos, já que todos da banda são quebrados!
8. Bem, chegamos no final da entrevista, e gostaria de agradecer a banda pela entrevista cedida, e parabenizá-los pelo talento e pela garra que demonstram! Desejo, em nome da OCT, que obtenham êxitos no que estão se propondo, que é mandar um rock n’roll de primeira qualidade! Peço que agora deixem um recado direcionado a todos os leitores do blog OCT e também os contatos da banda - msn’s, fones, e-mails, blog, hotsites etc.
Orlando Belleza: Obrigado, rapaziada! Acessem nosso blog e adicionem nosso Orkut para acompanharem o nosso trabalho!
Chinho: Valeu ai rapaziada . Bruno, Tênio, Ronny, Eduardo, Marcelo, Conan, Henrique... A galera toda da OCT. Obrigado por abria as portas apara a gente divulgar o nosso trabalho. Porque na nossa vila é foda! Abraço a todos os leitores do blog. Acompanhem a gente.
CaioB.: Valeu pela oportunidade galera da OCT e leitores do blog. Acompanhem a gente. Vamos estar sempre atualizando nosso blog.
Nossos contatos e links:
Fone: (65) (65) 8438-4330 (Caio B.)
MSN: carlosteacher@hotmail.com
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** Esta entrevista foi realizada entre os dias 31/07 a 2/08, por Bruno P. Rodriguês, via e-mails.
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