
*Momento humor (kkk).



Stay Away_Festival Proclama Rock
Depois, veio a cavalo-troiana Antiguidade Moderna, que fez uma bela apresentação, com direito a figurino e tudo. Realmente os rapazes amadureceram muito e Eduardo Lamark, outrora apelidado de “Sinatra Pantaneiro”, está bem mais ágil em palco, interagindo com o público e tudo. No quesito música, a banda tem um ótimo repertório com músicas muito boas, como “Escrava Rainha” e “Labirintos”. Enquanto o A.M. se apresentava, o público ia chegando, e quando a próxima banda da noite iniciou seu show, o pátio do Palácio, na frente do palco, já estava cheio de gente. Lynhas de Montagem, assim como as bandas anteriores, fez uma bela apresentação, em que nitidamente dava para notar a empolgação dos integrantes, com a recepção do blues/rock que mandavam. A banda também tem músicas muito legais e um público fiel. O destaque do show, sem dúvidas, vai para os gêmeos Marcio (guitarra) e Marcos (vocal), que abalaram as estruturas do palácio com os seus anos de experiência. Ainda durante a apresentação elogiaram a OCT por ter “descoberto” mais um local interessante para realização de eventos. No final, foram só aplausos!
E o Festival estava esquentando, quando foi a vez da banda de Santo Antônio do Leverger, Males de Anto, lá da “terra do lambadão”, subir ao palco e mandar um dos melhores shows de rock n’roll da noite, para a surpresa de muitos. A apresentação foi simplesmente sensacional, para marcar a entrada da banda de vez na cena cuiabana. No final do show, depois de várias músicas autorais e uma releitura de uma canção do “Kings Of Leon” (que não me recordo qual), a banda arrancou aplausos de muitos. As qualidades do M.D.A. são muitas: ótimo vocal (já dissemos várias vezes por aqui), melodias e letras muito boas (ala rock inglês), bons arranjos e a banda sabe o que quer e como chegar lá. Enfim, de agora em diante, fiquem atentos ao Males, pois vale à pena!!!
Nesta altura circulavam dentro e nas imediações do Palácio cerca de 300 pessoas, quando Base Oculta, com o seu rock oitentista, agitou a galera. Da mesma forma que as banda anteriores, mandaram um show predominantemente de músicas autorais, e estreiaram a nova formação, que agora conta com Max Tah (baixo) e Rodrigo Bruret (guitarra), além de Dinho (bateria) e Tenio Moura (vocal). Os destaques são vários, mas dentre eles, o que se sobressai é o carisma de Tenio Moura, que durante o show teve uma interação muito espontânea e bacana com o público. A banda mandou várias músicas do novo álbum e público reagiu bem. Show muito bacana!!!
E logo após, foi a vez de Pé-Rachado & os Porras Lokas assumir o comando. Antes mesmo da “putaria começar”, Marcelo Morto, vestido à caráter (vestido e peruca), já “dialogava” com o público presente (rs). Quando Douglas Valderra (guitarra) deu o primeiro acorde, o Palácio das Torres (sem brincadeira nenhuma) parecia um “caldeirão”. Para quem esteve presente, não restou dúvidas que foi a melhor apresentação da noite. Pé-Rachado é o tipo de banda que agrada “gregos e “troianos”, tanto rockeiros, como qualquer adepto de outro estilo musical. Para além das tradicionais características da banda – letras e presença de palco irreverente -, a banda mandou várias músicas novas, como “Pacu”. Queriam mandar o repertório inteiro, e o público pedia, mas como se tratava de um Festival com muitas atrações, a banda apenas saciou a ‘fome’ dos fãs. No final, depois muitos pedidos de “mais uma”, tocaram a já “clássica” música da banda: “Ou dá ou desce”, com um coro de mais de 300 pessoas (!!!).
Já eram por volta das 02:00h, quando Tiasques, dando continuidade à programação, subiu ao palco. E lá estava muitos fãs da banda, que durante a apresentação pediam uma música ou outra. Iniciaram com uma canção que não tocavam há muito tempo, chamada “Senhor da Guerra”. Depois mandaram “Dragões & sinos”, quando no meio da canção, o retorno começou a esboçar alguns problemas técnicos. Mas devido a agilidade de Igor Cavalieri, que estava na mesa nesta hora, conseguiram solucionar os problemas e, a apresentação, que contou exclusivamente com músicas autorais, seguiu até o fim sob olhares atentos do público que estava presente. O destaque do show vai para a canção “Cavaleiro de papel”, que num clima de “cavalaria andante”, empolgou os presentes.
Após Tiasques, foi a vez do DJ Wander Extreme mandar o seu “Psycho Eletro”, que ainda segurou muitos no Palácio. O dia já estava amanhecendo, alguns “vida lokas” na piscina” (rs), quando o evento foi encerrado.
Assim foi a primeira edição do FESTIVAL PROCLAMA ROCK. Sem dúvidas, mesmo com os imprevistos, foi melhor do que imaginávamos, e muitos foram os pontos positivos, como a inauguração de um espaço que nunca recebeu um evento de rock, a apresentação de bandas autorais, que grande parte dos presentes não conheciam, mas com certeza, a ousadia da própria OCT, de topar um Festival, quase que exclusivamente com o próprio dinheiro que tinha em caixa. Enfim, agradecemos a todos que nos apoiaram (não vou citar nomes porque posso correr o risco de esquecer alguém), ao patrocínio do Scars Tattoo (por incrível que pareça Dinho Moura foi o ganhador da tatuagem!) e aos que compareceram e prestigiaram o Festival. De resto, só cabe dizer que ANO QUE VEM TEM MAIS!
Outras fotos:

Tiasques_Janeiro de 2008.
1. Em primeiro lugar gostaria de parabenizar pelo excelente trabalho da banda e pela classificação no Festival Coletânea de Bandas. Eu já gostaria de começar a entrevista com uma dúvida que, acredito, muitos devam ter: Antes a banda chamava-se Pleyades, ok? O que motivou a mudança para o nome “Tiasques”? Houve uma mudança de conceito, ou apenas do nome?
R: Exatamente! A banda, de maio de 2006 (mês de seu nascimento) a Setembro de 2008 se chamou Pleyades. Então, no período, tivemos a infelicidade de encontrar outras bandas como o mesmo nome ou grafia semelhante, e decidimos mudar. Fizemos uma reunião, todos os integrantes trouxeram propostas, e o nome Tiasques foi a vencedora (obs. minha proposta foi vencida,rsrs).
Bom, Tiasques é uma palavra Inca, que designou durante vários anos o corpo de "mensageiros" que mantinha interligadas as cidades do Antigo Império Ameríndio. Com efeito, cremos que da mesma forma , a música tem esse papel de ser "vetor" de mensagens, sejam elas de conteúdo político ou filosófico. No nosso caso, a grande maioria das músicas tratam de "assuntos políticos", mas não no sentido tradicional-clichê ("eleitoreiro" ou "nacionalista"), mas no sentido de "ação direta", "autonomia", numa conotação libertária...
2. Muito instigante! Bom, levando em conta o release da banda: ”Ufos, barricadas, cavaleiros de papel, filosofia, anarquismo, a mente humana e os mistérios do universo...”, atualmente, quais são os integrantes da banda e quais as influências musicais e das idéias citadas no release que cada um deles traz?
R: Dos 5 integrantes, 4 pertencem à formação original, lá de 2006 - fato que desqualifica qualquer falácia sobre a "instabilidade" da banda... Ou seja, o TIASQUES é formado por eu, Bruno P. Rodriguês (voz/teclado), Antonio Carlos (bateria), Alessandro Gomes (baixo/back-vocal), Juliano Serradilho (guitarra/back-vocal) e Maykonn Sauder (guitarra solo).
Decidimos tudo em grupo e cada um trás suas idéias. As letras ficam por minha conta e os arranjos, como criação de harmonia, por conta dos instrumentistas da banda. Não queremos criar um padrão ou homogeneizar as influências que cada um trás de suas experiências. Pelo contrário, queremos manter nosso som "colorido", como se fosse uma espécie de mosaico. Isso resulta em aspectos positivos e outros negativos. Para ressaltar um ponto positivo, se você pegar todas as músicas do Tiasques, vai perceber que elas são muito diferentes uma das outras. Um ponto negativo se encontra na exigência por parte de amigos e fãs da banda, para que construamos uma "identidade sonora", para tornar o som mais "comercial". Particularmente, acho que esse "mosaico" que queremos preservar, se constituiu como a nossa identidade (ou indentidades).
Finalmente, caracterizar o som da banda com todas essas palavras que deixamos na "release", é uma tentativa de fazer com que os expectadores vejam essa diversidade que falei acima.
3. Fico muito feliz pela banda estar concorrendo ao Festival Coletânea de Bandas e estarem, junto a OCT, promovendo um Festival em Cuiabá – O Festival Proclama Rock. Como os integrantes da banda veem essa questão de festivais e cena musical independente?
R: não poderia ser diferente, afinal, o TIASQUES foi uma das bandas fundadoras da OCT. Atuamos neste espaço, porque entendemos que nossas possibilidades de nos divulgarmos e de nos potencializarmos, se multiplicam com o trabalho coletivo, sério e transparente que a OCT mantém desde sua fundação, em março de 2008.
Nesse sentido, vejo o Festival Proclama Rock como a parte da "colheita" de várias coisas boas que foram plantadas lá desde a fundação da OCT. Podemos dizer, sem dúvidas, que muitas coisas boas estão por vir, pois nestes últimos anos, a despeito de qualquer conflito que tivemos com outros "grupos", estivemos plenamente focados na nossa aprendizagem (antes da OCT raramente nos colocavamos - agora falo enquanto banda - na função de produzir nossos próprios eventos), aproveitando as "criticas construtivas" que nos foram feitas, e fazendo das "criticas desconstrutivas" mais estimulo para continuarmos.
Não entramos na OCT e contribuimos para sua fundação esperando "resultados imediatos", como muitos que participaram dos momentos iniciais, e depois se afastaram, esperavam... Se ter uma banda que toca exclusivamente músicas autorais é difícil e demora muito para as pessoas assimilarem o teu trabalho, imagina o de um grupo cultural que se coloca a promover estas bandas. Portanto, fazer parte da organização do Festival Proclama Rock, é gratificante, não só porque este vem pra legitimar a OCT enquanto organização - com projetos de sustentabilidade de médio a longo prazo -, como também é a própria celebração da "arte daqueles que criam", como a banda Tiasques.
4. Finalizando, quais são os planos da banda para 2010?
R: o TIASQUES tem muitos projetos para 2010, como a gravação da tão esperada (sobretudo pela banda) demo, com músicas que verdadeiramente retratam o que é a banda hoje.
De 2007 - ano do lançamento do nosso 1° Cd demo "Sincréticos Ruídos" -, ao atual momento, deixamos na "gaveta" muitas composições, e pouco a pouco, a partir da entrada do novo guitarrista, Maykonn Sauder, começamos a tirá-las. Não gravamos essas músicas, ainda, por conta de vários motivos, mas principalmente devido à seleção do "Festival Coletânea de Bandas", que acontecerá nos meses de Dezembro e Janeiro, e tem consumido nossas energias e expectativas.
Também estamos aguardando a resposta de outro Festival, que poderá vir nas próximas semanas. Dependendo do resultado da competição no primeiro Festival, e da resposta, se for positiva, do segundo, gravaremos somente por volta de Fevereiro e março.
Em resumo, além do CD que certamente sairá ano que vem, pretendemos gravar um Video-Clipe e continuar mandando nosso "portifólio" para os diferentes Festivais no País, que são incontáveis!
* Entrevista realizada por Carlos B.

