Posted by Renan Rosenstock Categories: Marcadores:
Dia 28 de fevereiro. Vinte e oito. E na ocasião de fevereiro ser o mês mais curto, esse é o último dia de fevereiro. A dica pra hoje não se delonga, nem precisaria. Hoje é um bom dia para andar. Andar por aí. Psicogeografia. Não escolha lugar certo, uma mochila, uma garrafa de água e vá. Se você não gosta de andar, eu recomendo que vá a qualquer museu, uma biblioteca, quem sabe...

Dia 28 de fevereiro. Hoje vai ter festa pra todo canto. Pra quem gosta de sair (e pra quem não gosta, como eu) recomendo tour rock OCT. Não, não é só porque posto no blog da OCT, nem porque tenho que fazer propaganda (nunca me pediram pra fazer propaganda nas minhas postagens) é por um outro motivo: Hoje o Hilayama se apresenta (salve, Josa!) e nunca vi eles tocando. Além disso tem os queridinhos do Branco ou Tinto (não gosto de quase nada, mas gosto da banda), além dos loucos do Pé-rachado. Bom, é a dica pra hoje.

Dia 28 de fevereiro. Resolvi facilitar pra todo mundo, e dar dicas legais do que fazer na internet que possa te engrandecer culturalmente: Bom, há um tempo atrás um amigo me apresentou um blog chamado MÚSICA DE CABECEIRA. Ótimo blog. Boas bandas. Outro blog legal é o UM QUE TENHA, pra quem gosta de música nacional. Se você não tem internet pra se engrandecer culturalmente, procure conversar com os mais velhos. Veja fotos antigas, porque o tempo tá passando e você tá crescendo.

É isso.

Renan amistosamente está ouvindo Band of Horses - The First Song

2 Comentario para Saldo de Sábado - o tempo passou na janela...

Anônimo
1 de março de 2009 20:46

O SHOW DO BOT FOI FODA DEMAIS!

Anônimo
2 de março de 2009 09:59

*Ney Arruda*
Especial para o Diário de Cuiabá

O carnaval 2009 veio cheio de promessas. Convidei todos que pude. Éramos
vários amigos no Clube Feminino. O sábado gordo carnavalesco seria celebrado
com os conjuntos ‘roquenrou’ daquela noite. O folder de divulgação do Grito
Rock estampava solenemente. Seis dias, 60 bandas, cerveja gelada e shows
alucinantes. Pois, o primeiro delírio já foi à entrada: sem direito a meio
ingresso para estudante.

O som estridente irritava o pavilhão auditivo dos mais sensíveis. No palco,
quando chegamos estava uma banda meio estranha. Cujo vocalista seminu exibia
uma enorme prótese peniana de borracha. Coitado, desafinava tristemente. E o
seu balangandã, provável parte de sua fantasia, soava de péssimo gosto para
a platéia.

Bom, depois da terceira latinha da famigerada “Sol”. Fui ao toalete. Qual
minha surpresa quando percebi que eu era o último de uma fila de 10 caras.
Também? Era um vaso único para satisfazer as necessidades fisiológicas de
uma clientela masculina estimada em 350 foliões. Que dirá o que acontecia no
banheiro das mulheres...? Aí não teve jeito. Convoquei a turma para usarmos
o banheiro de baixo após as escadeiras no andar térreo. Nisso, o “leão de
chácara” de plantão disse: “Se sair, não volta mais!”. De repente, caiu a
ficha de que não havia possibilidade de as pessoas circularem livremente
pelos recintos do Clube Feminino. Bah! Quer saber? Fomos embora! O baile
popular do Largo da Mandioca estava ainda animado e podíamos caminhar com
liberdade.

Na segunda de carnaval não consegui convencer mais ninguém a irmos ao Grito
Rock. Bem que tentei. Sou fã incondicional de música ao vivo no palco. Foi
aí que rolou a idéia coletiva de irmos a um outro lugar, o Clube de Esquina.
Lá a Sixtons arrasou com a cara da galera. O melhor rock cover de Cuiabá
trouxe suas maravilhosas interpretações dos ‘Rolling Stones’, ‘The Police’,
e até o blues de John Lee Hooker entre outros. Lá pela uma da madrugada
embaixo de um toró super gostoso subiu ao palco o Mandala Soul Band. Show de
performance daquele grupo. Danilo Bareiro, este sim, alucinou com sua
guitarra enfeitiçada. O Club de Esquina pegou fogo. Na porta do banheiro não
havia fila. A mulherada ensandecida dançava solta na frente do palco. A
cerveja de múltipla escolha estava geladíssima. E comemoramos também o
aniversário da querida jornalista Lidiane, editora do caderno cultural da
Folha do Estado. Moral da história: pra fazer bem feito, tem que planejar.
Nada de realizações no afogadilho. E como diria o saudoso comediante Liu
Arruda: “quem não ‘guenta’..., não faz propaganda de...”.

Ney Arruda* é professor universitário, advogado, doutorando pela Universidad
de Burgos (Espanha), estudante da arte do violino e colabora com o DC
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