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A Assembléia começou por volta das 14:30hs e estavam presentes representantes das bandas Vitrolas Polifônicas, Angustia, Pleyades, Partenza, Raiva em Paz, Menorah, Zortin, Antiguidade Moderna, Camilots, High School, Malleus Maleficarum, voluntaristas e membros do Instituto Mandala (pela primeira vez!). O objetivo era discutir e aprovar os capítulos do estatuto referentes às equipes de trabalho da OCT e Patrimônio. Antes do início da reunião, foi feita uma rodada de apresentação entre os presentes, depois foram dados os informes (post anterior) e deu-se início às pautas.



Como de costume, antes das pautas, foi escolhido um coordenador para reunião – Buiú -, coordenador de inscrições – Regi – e um responsável pela ata – Bruno. Buiú, coordenador da reunião, leu o capítulo das equipes e ao término de cada artigo eram abertas as inscrições para àqueles que tinha considerações ou acréscimos. Destacamos os seguintes trechos e comentários:

Art. 4° A OCT está dividida nas equipes de Assessoria de Comunicação, Eventos, Coordenação de produção e distribuição, articulação e Sonorização. Cada equipe terá a sua respectiva finalidade e sua lógica interna de funcionamento.
PARÁGRAFO ÚNICO - Cada membro da OCT pode participar em até duas equipes, podendo inserir-se, caso haja necessidade, na equipe de "eventos". De tal forma, não há sobrecarregamento, e as atribuições estão democraticamente distribuídas. A nomeação para as equipes se dará diretamente em assembléias”.

Sobre o modos de participação dos indivíduos e bandas em cada EQUIPE, houve o seguinte debate: Por um lado Bruno (Pleyades) afirmava que as responsabilidades assumidas deveriam ficar diretamente nas mãos das bandas, de modo que a própria banda encaminha-se representante (ou representantes) para determinadas funções, pois individualmente, segundo o mesmo, é mais difícil de cobrar responsabilidades assumidas para com a Cooperativa. Buiú (Vitrolas e Angustia) e Bidú (Raiva em Paz) afirmavam que a participação deveria se cobrada individualmente dentro da cooperativa, pois seria algo mais espontâneo. Segundo os mesmos, se pelo menos um integrante da banda está participando da cooperativa, a banda já é OCT. Ambos, Bruno, Buiú e Bidú, concordam que independente de ser a banda que assume a responsabilidade ou o indivíduo, deve haver debate interno dentro dos conjuntos e uma maior conscientização sobre a cooperativa. Discussão vai e vem, e chegam a um consenso:
- O elo necessário para a banda ser considerada da OCT é ter ao menos um integrante participando de alguma equipe ativamente;
- Este indivíduo (ou indivíduos) ao assumir uma responsabilidade dentro da Cooperativa, estará REPRESENTANDO sua banda.
- Todas as bandas devem trabalhar internamente para que a adesão de todos os membros de todas as bandas seja progressiva. Atualmente as bandas que participam integralmente são Zortin e Menorah.

Ainda em cima de tal artigo, Mr. Barney ( Malleus Maleficarum) sugere que cada equipe eleja um coordenador responsável e que internamente haja flexibilidade para mudanças de equipes, caso um ou outro integrante avalie que se encaixa melhor em outra equipe.

Tal artigo será reformulado, de acordo com as deliberações da Assembléia.



Art. 7° Equipe de Produção e Distribuição - Tal coordenação está diretamente ligada ao processo de evolução musical da banda e divulgação, juntamente com a Assessoria de Comunicação. As atividades que terá que desenvolver:
I - Organização de Workshops para formação dos artistas;
II - Auxilio na busca de melhores propostas de gravação de músicas e demo-clipes;
III - Busca por parceria com estúdios de ensaio que façam preços acessíveis às bandas;
IV - Acompanhamento com as bandas nos seus veículos de comunicação (fotolog, my space, comunidade de orkut,etc);
V - Organizar fóruns de discussão sobre distribuição e auto-sustentação dos conjuntos musicais.

Art. 8° Articulação - Tal função implicará na busca de contatos de espaços, veículos de comunicação para inserção da OCT, parceiros estratégicos e elaboração e proposição para a OCT de cronogramas de atividades trimestrais.
PARÁGRAFO ÚNICO - obrigatoriamente aquele que estiver em tal função, deve engajar-se em outra, pois a finalidade maior de tal função é burocrática, pois na negociação de espaços e parceiros, sempre haverá a necessidade formal de assinaturas. Todas as equipes exercem indiretamente tal função”.

Ao fim da leitura do Art. 7° e Art. 8°, Bidú (Raiva em Paz) sugere a junção das duas equipes. Bruno (Pleyades), discorda e afirma que apesar das semelhanças de finalidades, as duas equipes devem atuar em campos diferentes e sugere que além da equipe de “articulação” se responsabilizar pela elaboração de “planejamentos”, deve atuar no sentido de manter uma ligação direta entre as equipes, mantendo-as todas informadas sobre o que uma e outra estão fazendo. Sugere ainda que tal equipe seja rotatória. Ou seja, de seis em seis meses a OCT, em assembléia, atribui tal equipe a outros membros da cooperativa, de tal forma que, os antigos membros voltam a se encaixar em alguma outra equipe. Mr. Barney propõe que tal equipe se chame “Planejamento”. Todos concordam e seguimos as leituras e discussões.

Art. 12 O patrimônio da Cooperativa sempre estará, não somente aos cuidados dos tesoureiros, mas sob a inspeção de todos nas constantes reuniões ordinárias e assembléias. Deverá haver uma separação clara sobre o que pertence à cooperativa e o que pertence ao associado (a) individual. Tal separação poderá se dar nos seguintes moldes:
I – Realização de eventos em que a portaria é meio a meio da OCT e casa e o bar é da casa - dinheiro arrecado investido na cooperativa e pagamento das dívidas do evento;
II – Realização de eventos em que não há portaria e o bar é da OCT – dinheiro investido na cooperativa e pagamento das dívidas do evento;
II - Realização de eventos em que a portaria é da Cooperativa, mas o bar é da casa – pagamento das dívidas da OCT e divisão do restante entre OCT e bandas que se apresentaram;
III – Realização de evento em que o bar e portaria são da OCT – Pagamento das despesas do evento e dinheiro arrecado no bar e portaria dividido entre as bandas e OCT;
IV – Realização de eventos em que o bar e portaria são da OCT e houve patrocínio do som e locação do espaço – 1/3 do dinheiro arrecadado para a cooperativa e 2/3 para as bandas que se apresentaram;
V – Eventos em que a banda organiza e a OCT apóia – ajuda de custo para as equipes que trabalharão no evento e lucro para a banda organizadora.
PARÁGRAFO ÚNICO – A OCT, no intuito de caminhar para sua auto-sustentação e de todos (as) associados (as) que a compõe, deverá desenvolver um projeto para aquisição de equipamentos de som, que facilitarão na hora da promoção de eventos pequenos e médios.

Art. 13 Caso a OCT venha a encerrar suas atividades, o patrimônio deverá ser dividido conforme as seguintes alternativas:
I – Divisão dos bens por tempo de associação e de atividades participadas registradas em atas, declarações, ofícios ou materiais de mídia;
2 – Leilão dos bens e divisão igualitária entre todos (as) associados;
3 – Sorteio;
PARÁGRAFO ÚNICO – A Operação Cavalo de Tróia, antes de todas as definições, constitui-se em uma idéia: trabalho coletivo e crescimento mútuo. Mesmo se existirem duas bandas cooperando, a Operação Cavalo de Tróia ainda existe, com toda legitimidade cabível”.

Consensualmente, todos sugerem que já seja descartada no estatuto a alternativa de Liquidação “Sorteio”. Bidú defende que sejam mantidas as duas primeiras alternativas. Pedro (High School) e Edson Junior (High School) levantam questionamentos caso um conjunto que investiu na cooperativa, resolva sair no meio do caminho – eles têm direito a algum bem? Rafael (Menorah) afirma que se a banda saíu, o “bem” deve ficar inteiramente nas mãos da cooperativa, caso contrário, sempre a cooperativa estará em constante instabilidade. Tal discussão se mostrou polêmica – e pelo que tudo indica futuramente a continuaremos! Elaine Santos (mandala) sugere que provisóriamente a OCT decida para o estatuto que se caso a Cooperativa encerrar suas atividades, seus bens sejam doados para alguma comunidade carente. Bruno (Pleyades) ponderá que preferêncialmente às comunidades relacionadas ao ramo da música: escolas de músicas, projetos sociais,etc. Buiú relembra que isso acontecerá em caso de haver somente uma banda, lembrando que a exigência limite é que a OCT tenha duas bandas.



No final, foram escolhidas 3 bandas por sorteio e duas por nomeação para o Amostra Grátis dos dias 10 e 11 de Maio no Espaço Silva Freire. No início da reunião, Elaine solicitou que a cooperativa indicasse bandas. Como Antiguidade Moderna e Angustia, quase não tocaram em eventos da OCT, foram nomeadas já de início. Foi feito um sorteio e deu Zortin, Raiva em Paz e Pleyades. Na quinta feira a OCT discutirá os detalhes do apoio ao evento.

O estatuto passará por uma revisão e até quinta, postaremos ele na íntegra por aqui. Na próxima quinta feira, a Cooperativa finalmente preencherá suas equipes! Aguardemos então!

*Texto de Bruno P. Rodrigues/Equipe OCT e Pleyades;

2 Comentario para "ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA – 2º PARTE" por Bruno P.Rodriguês

22 de abril de 2008 14:36

OCT a todo gás!

23 de abril de 2008 13:10

Legal gurizada, tenho acompanhado os progressos de vcs aki pelo blog e tenho achado massa! Espero que num futuro muito próximo a cooperativa venha a discutir um lance que não se pode deixar de lado, mas que as vezes ninguém soma com isso: a qualidade do trabalho das bandas. E não estou falando de uma boa gravação ou um bom som. Estou falando daquilo que define as bandas e seus integrantes como artistas: o talento. Já muitas bandas tem se preocupado com uma indentidade (e maturidade) musical, referências, performance, estética e etc. e é legal. de vez em quando vê-se em nossa cidade um ou outro que resolve juntar uns camaradas e formar uma banda sem conhecer seus instrumentos direito ou com um conteúdo muito breve - que digo quando rapidinho se esgota as idéias de arranjo e de letras - e é triste quando se vê isso. infelizmente as vezes precisamos de "filtros", não pra limar quem está começando agora mas para lapidar pedras brutas. pra acrescentar arte à arte, para o bem de todo mundo, né?!
e viva as bandas! e sucesso a todos!!
parabéns pelo trampo!!

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